Seis por metade de meia duzia...

"aquilo que se faz por amor está além do bem ou do mal". - Nietzsche

quinta-feira, 6 de março de 2014

Os Sarneys podem e Flávio Dino não pode, por que?

 
 
 
 
 
 
Sarneys desde 1965 dão apoio as brincadeiras para uso politico na
Indomável Ilha Rebelde
 
 
Flávio Dino - nos passos dos Sarneys...
 
 
Desde quando Sarney assumiu o governo do Estado do Maranhão, em 1965, as manifestações culturais sempre foram usadas para obter votos na Grande Ilha rebelde, principalmente o Bumba-boi.
 O pequeno povoado da Maioba tinha, literalmente, um boi de cofo confeccionado com folhas de babaçu, pela própria comunidade. Todos os anos, de casa em casa, a brincadeira, quase familiar, percorria o antigo Caminho Fio alegrando as noites da isolada população da Maioba, ao som de latas de manteigas e pedras.
Entretanto, coube a Sarney transformar um “baticutum” de latas da manteiga primor e “cofo de farinha” em uma mercadoria turística e eleitoral. Passou a trazer para palácio do governo as apresentações da brincadeira boi, como um produto exótico para turistas e visitantes oficiais, causando uma mudança brutal na mentalidade da sociedade ludovicense.
 Roseana Sarney também enveredou pelos passos do Pai, galgando expressivo dividendo eleitoral circense em seus 14 anos de governo. Aliás, há quem diga que os votos por ela obtidos, em Upaon-Açu, derivam unicamente de suas praticas recreativas tempestiva...
 Hoje, todo o batalhão; arqueiros, artilharia, infantaria, bocas de fogo, cavalaria, da bloguosfera sarneisista, atiram dardos, lanças, flechas e misses contra o pré-candidato Flavio Dino, por repetir as antigas práticas do grupo Sarney, rotulando-o de oportunista e de ser POP (político ordinário profissional) ao se trajar de brincante de boi em pleno carnaval.
 De fato, o líder estudantil, professor e jurista Flávio Dino nunca foi visto batendo matraca no Carnaval e pior ainda no São João. Em suma, nunca foi à praia do “comunista de burgus” o contato com plebe carnavalesca ou junina... Mas, ao condená-lo, o exército sarneisista, dá um tiro no próprio pé da história de seus caciques, também, inegavelmente POP...
 
 Veja mais no livro: UMA “FLÂNERIE” NO LOMBO DO BOI DA MAIOBA: refletindo a tradição/modernidade na cultura popular maranhense. Prof. Adriano Farias Rios – UFMA/UEMA/CEST.
OBS: A palavra burgo vem do latim burgus, que significa "pequena fortaleza, povoado". Os burgos surgiram para facilitar o processo de troca de produtos entre um feudo e outro. Seus habitantes eram chamados de burgueses, crescendo em poder econômico de modo que no século XIX formaram a burguesia.

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