Seis por metade de meia duzia...

"aquilo que se faz por amor está além do bem ou do mal". - Nietzsche

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Eleições limpas no Maranhão

 

Há em curso no país uma mobilização a favor da aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de Eleições Limpas, que visa combater as duas principais causas da corrupção: o atual sistema eleitoral e seu financiamento.

A campanha tem entre os seus idealizadores o juiz maranhense Márlon Reis, hoje personalidade nacional e internacionalmente conhecida por conta da idealização da Lei da Ficha Limpa – aliás, ontem à noite Reis teve participação brilhante no programa “Provocações”, da TV Cultura, apresentado pelo irreverente Antônio Abujamra.

Ocorre, que o conceito de “eleições limpas” deve ir além do enfrentamento da corrupção, abusos econômicos e políticos nos pleitos deste país.

Eleições limpas pressupõem  também limites na luta política antes e durante a campanha eleitoral.

No Maranhão, a dicotomia radicalizada entre governistas e oposicionistas faz-nos crer que teremos uma eleição, além das mais disputadas, umas das mais sujas e baixas da história recente do Maranhão. A prevalecer o nível desta pré-campanha, onde familiares de políticos são expostos da forma mais abjeta, poderá haver de tudo durante o período da campanha propriamente dita.

Porém, muitos esquecem de um ensinamento do ‘papa’ do marketing político Duda Medonça: “quem bate, apanha”.

Assim, se for para cair na baixaria, é de bom alvitre que os candidatos lembrem-se que ninguém está livre de ter a sua vida privada e familiar exposta, caso predomine o vale tudo, o “UFC eleitoral”.

Nesse sentido, não adianta falarmos em “eleições limpas” no tocante ao combate à corrupção sem um PACTO por uma disputa igualmente limpa no que diz respeito à postura ética nas campanhas dos candidatos.

O eleitor está interessado é nas propostas que podem contribuir para melhorar sua qualidade de vida.

Uns e outros podem até ter interesse por “sangue”, mas a grande a maioria deseja uma campanha de debate, sem escamoteações, é verdade, mas uma disputa sobretudo de alto nível.

É isso que a cidadania exige.

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