Seis por metade de meia duzia...

"aquilo que se faz por amor está além do bem ou do mal". - Nietzsche

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Editorial do Jornal Pequeno: Sindicato de uma pessoa só

 
A pressão política contra o prefeito Edivaldo começa a ganhar as mesmas proporções exercidas contra Jackson Lago e João Castelo em vésperas de eleições. Além das tempestades naturais que complicaram o asfalto da cidade, a cada dia o governo escala uma eminência parda para demonizar a atual gestão da Prefeitura. Roberto Costa, Edilazio Júnior, Edinho Lobão, Magno Bacelar e até o senador José Sarney criticaram e, em alguns casos, até insultaram o prefeito de São Luís. Sem contar o que faz o maior monopólio dos meios de comunicação da América do Sul.

O governo faltou com a verdade mais uma vez quando fingiu que aceitaria uma parceria com a Prefeitura. O Sindicato das Empresas de Transportes ‘engoliu’ 15 dias de prejuízos e retirou todos os ônibus das ruas. A tentativa de forçar um aumento nos preços das passagens também era política. Tudo que eles queriam eram os estudantes nas ruas em protesto contra a Prefeitura e o prefeito. Estão com raiva porque não conseguiram.
 
O cheiro de mercenários é muito forte. Fizeram isso com Jackson Lago, comprando lideranças estudantis. Fizeram com João Castelo, mandando rebentar a Avenida Santos Dumont quando ela acabava de ser construída. Os ataques contra Edivaldo partem agora do Sindicato dos Professores. Sindicato, vírgula, porque não tem diretoria, só uma presidente cujas ligações políticas são suspeitas. Ligações que levaram todo o restante da diretoria a renunciar.
 
O Sindicato de Uma Pessoa Só e que, portanto, não representa a digna categoria dos professores, começa a enveredar por caminhos duvidosos, como se também estivesse, de alguma forma, submetido ao interesse político do grupo Sarney. Tudo é possível crer neste momento de convulsão política em que o poder de 50 anos dos Sarney se sente ameaçado.
 
Não seria essa a primeira vez em que mercenários seriam pagos para atacar a oposição. Não seria essa também a primeira vez em que uma categoria seria manipulada por sua liderança para atender a interesses políticos inconfessos. Será sempre justa qualquer reivindicação salarial de trabalhadores no Brasil. Somos os piores em distribuição de renda e calcula-se que neste país 10% da população é dona de 90% de tudo o que produzimos. Mas a negociação não pode ser substituída pela baderna que já cansa o Brasil e, em particular, o Maranhão.
 
Afirma a Prefeitura que um professor do município recebe salário equivalente ao dobro do piso nacional. E essa, convenhamos, é uma conquista histórica. E há outras conquistas que não estavam em São Luís antes da gestão de Edivaldo Holanda, como a contratação de novos professores, recursos para construção de creches e escolas, transporte escolar e material didático. A reivindicação se entende, mas nesse clima o que não se entende é a intransigência em querer forçar uma greve, manifestações, agressões contra um gestor que sempre manteve as portas abertas para os movimentos sociais. A insanidade é tamanha que a presidente do sindicato dos professores do município, Elisabeth Ribeiro Castelo Branco, perde todo o bom senso de civilidade e leva meia dúzia de sindicalistas para fazer baderna e perturbar o sossego dos moradores do condomínio onde mora o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, como aconteceu na manhã de ontem. Onde já se viu tamanha irresponsabilidade!

Os professores, como formadores de opinião e de quem se espera atitudes equilibradas, deveriam se concentrar em frente à Prefeitura e não invadir a privacidade dos condôminos que nada têm a ver com as reivindicações da classe, cuja greve foi considerada ilegal pela Justiça.
 
Alguém parece muito interessado em acabar indefinidamente com a tranquilidade de São Luís. É um jogo bruto, um jogo político que a população já começa a perceber. A capital maranhense está sendo sabotada e o povo precisa acordar para essa patifaria.

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