Seis por metade de meia duzia...

"aquilo que se faz por amor está além do bem ou do mal". - Nietzsche

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Conheça a incrível história do plantador de laranjas que virou juiz em SP

Ele tinha 22 anos quando precisou levar de carro o seu tio a São Paulo. Partiram de Boquim/SE, cidade onde moravam, e viajaram mais de 2 mil quilômetros. Ao chegar lá, ficou encantado com o que viu e decidiu ficar mais uma semana para prestar concurso para o cargo de motorista do TJ/SP. Conheça a história do ex-plantador de laranjas que virou o juiz Reinaldo Moura de Souza:
"Nasci na cidade de Boquim, conhecida como a terra da laranja. Pequena, mas agradável e acolhedora. Tive uma infância normal, cheia de amigos e muitas brincadeiras. Nesta época, residia num povoado próximo, hoje bairro Miguel dos Anjos. Estudava na cidade, colégios públicos, onde muitas vezes ia a pé, pois o transporte escolar era precário. Com aproximadamente 10 anos, mudamos para a cidade. Comecei a estudar no Colégio Santa Terezinha, escola particular, cujo pagamento era realizado com muito esforço pelo meu pai, até concluir o ensino médio. Sempre gostei de estudar. Tinha seis irmãos, meu pai um pequeno agricultor, plantador de laranjas, com quem sempre trabalhei desde pequeno, e minha mãe sempre foi lutadora, compreensiva, paciente, dedicada, religiosa, em suma, uma brasileira de verdade.
Quando eu tinha 14 anos, o Banco do Brasil realizou um concurso, dentro da própria cidade, onde participaram os melhores alunos das escolas do município. Eu e uma colega de sala fomos aprovados. Tecnicamente a função era denominada menor auxiliar, mas sempre ficou conhecida como office boy. Na verdade era um contrato com aquela instituição, cuja duração se estendia até os 17 anos e 10 meses. Nesta fase, pensei em ser bancário, mas continuei trabalhando com meu pai na lavoura de laranja.
A CHEGADA EM SÃO PAULO
Meu tio Antônio morava em São Paulo e tinha o costume de nos visitar ocasionalmente. Em uma dessas visitas, ele não teve condições de dirigir. Então ele precisou de alguém que o levasse até São Paulo. Meu pai pediu para que eu fosse, mas eu não queria. Após a insistência do meu pai e meu tio garantir que o retorno seria rápido, concordei em levá-lo.
Chegando em São Paulo, conheci o Sr. Jonas, compadre do meu tio e motorista do Tribuna de Justiça de São Paulo. Através dele, tomei conhecimento de que estava em andamento um concurso para o cargo de motorista. Refleti, conversei muito com meus pais e resolvi prestar o concurso. Fui aprovado e comecei a trabalhar.
O INTERESSE PELO DIREITO
Voltei a Boquim/SE para pedir minha namorada em casamento e nos mudamos de vez para a capital. Depois de atuar por seis meses como motorista, senti a necessidade de morar no interior do Estado e uma das alternativas era prestar outro concurso público. Comecei a estudar para Oficial de Justiça, e o edital exigia cinco matérias jurídicas. A partir do estudo intenso dessas disciplinas, surgiu o meu interesse pelo Direito.
Foi uma fase das mais difíceis da minha vida. Eu estava casado fazia poucos meses, pagando aluguel, sem dinheiro para arcar com todas as despesas e mesmo assim resolvi fazer o vestibular.
Aprovado, ingressei na Universidade São Francisco, e consegui uma bolsa que permitia o pagamento de 50% da mensalidade. Eu pegava cinco conduções diárias, pois as aulas iam de 7h às 11h30 e eu trabalhava no Tribunal das 13 às 21 horas.
Enquanto eu esperava no carro os magistrados, aproveitava para estudar e me preparar para os concursos sonhava. No final da faculdade, prestei o concurso para Oficial de Justiça e fui aprovado.
A VONTADE DE SER JUIZ
O meu desejo pela magistratura iniciou quando ingressei na própria faculdade. Qualquer concurso público hoje é muito difícil. O concurso da Magistratura é muito concorrido. Vêm candidatos de todas as partes do país, cujo nível de preparação é muito alto. Tive que renunciar a muitas coisas e adotar uma rotina de estudos diária. Depois de muito esforço, perseverança e fé, fui aprovado para a vaga de juiz em 36º entre as 86 vagas.
Depois que tomou posse, o Dr. Reinaldo ainda pagou as 24 parcelas da faculdade que parcelou quando ainda era estudante.
A LIÇÃO
Caso a minha história sirva de exemplo, ainda que para uma única pessoa, já serei muito feliz. Aprendi que a derrota faz parte da conquista e que os obstáculos se apresentam para ser superados. Nada é impossível para quem acredita.
E você, acredita?
Histórias como a do Dr. Reinaldo nos mostra o quanto não devemos desanimar com as adversidades do dia a dia. Todos temos dificuldades, seja de tempo, de concentração, de falta de planejamento.
Por isso, se você quer aprender a estudar de forma estratégica, bem planejada para que seus resultados cheguem mais rápido, o professor e Defensor Público Gerson Aragão está disponibilizando gratuitamente o seu livro de técnicas e estratégias para concursos. Clique aqui para receber o seu livro.
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