A mesma Justiça do Trabalho tem inúmeras reclamações trabalhistas contra dois
deputados federais e o ex-prefeito João Castelo, mas nunca nenhum dos três foi
incomodado. No caso específico de Castelo, ele tem aposentadoria como
governador, deputado federal e funcionário da Basa. Só a Justiça do trabalho
finge que não enxerga.
O bloqueio de minhas contas decorre de uma decisão liminar da Comarca de
Timon em uma ação interposta contra o blog pelo major Juarez Medeiros que pediu
R$ 27.400,00 por um comentário em que um oficial da PM acusa de diveros
comandantes de destacmento da PM no interior por desvio de recursos para reparos
e manutenção de viaturas.
O comandante do destacamento de Timon, assim como de outras cidades,
ordenados pelo então comandante geral da PM, hoje coronel de reserva, Franklin
Pacheco, entraram com ações que nem a vírgula foi mudada de posição, pedindo
sempre a mesma quantia por danos morais. Tudo orquestrado dentro do gabinete do
então secretário de Segurança Pública, o forasteiro Aluísio Mendes.
Em Timon, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 7 mil das minhas
contas em favor do major Medeiros. Uma parte já foi garantida enquanto aguardam
outros depósitos. E assim lá vão os pagamentos de minhas obrigações para
explicações chatas.
A Justiça de Timon (lá vai eu procurando novas confusões) não é cega como
deveria ser, mas muito zarolha. Em um caso de denuncia de uso do gato no consumo
de energia pelo genro da ex-prefeito Socorro Waquim, comprovado por perícias
técnicas da própria Cemar, o blogueiro que fez a denúncia foi injustiçado pela
Justiça a pagar danos morais. Quanto absurdo!
Em Pedreiras, numa audiência com o major Honório, não compareceu nem eu e
muito menos ele. Era para a ação ser aquivada como manda a lei, mas, pasmem os
senhores, o juiz Licar, contra quem estou preparando denúncias ao CNJ por esse e
outros abusos, me condenou a pagar R$ 10 mil de um pedido por danos morais de R$
27 mil. A maior penalidade do Brasil em se tratando de casos idênticos.
Sofri durante um ano e meio 32 processos movidos por militares em acatamento
a ordens superiores do sistema de Segurança Pública do Maranhão, comandando pelo
maior olheiro da vida pessoal e empresarial de pessoas no nosso estado, o
ex-secretário Aluízio Mendes. Este é um assunto que será mostrado aqui mais na
frente.
Dos 32 processos ganhei a maioria por decisões justas e atenadas ao novo
tempo do Poder Judiciário. As outras estão tramitando, sendo eu obrigado a
recorrer em algumas.
O Supremo tem tido um comportamento exemplar e democrático em casos que
tratam da liberdade de expressão. Mas em alguns casos aqui no Maranhão (diga-se
um pequeno número) as decisões apunhalam as normas e exalam o odor que saia do
porões da ditadura.
Nenhum comentário:
Postar um comentário